domingo, 19 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
estou a meses (desde janeiro) sem escrever. tenho parido algumas cronicas, alguns pensamentos vagos, algumas ironias existencialistas. tenho me destruído também. um porre no ano-novo. um semi-porre no carnaval. sexo casual quase semanal. uma saudade negra que me corrói a cada dia e me "desfará em pó nas luzes do amanhecer, como um vampiro louco". estou ausente de mim assim como estou ausente dos outros. me reconforta uma volta maldita (e angelical) na minha vida. comecei a fumar também. não por birra, nem por revolta. só um desejo louco de estar mais fora de mim do que já me encontro normal(?)mente.
sábado, 21 de março de 2009
te busquei como se fosses o último. eras. és. o que fazer quando tudo nem começa e acaba como se fossem anos e anos de trepadas diárias, temerosas e insanas. insanos fomos nós acharmos que algum dia seríamos e estaríamos junto para sempre. eu não te odeio, afinal. você é meu amigo, mas tenho um coração e não sei o que fazer dele. estou esperando me morrer um pouco antes que eu possa dizer fim, adeus, nunca-mais.
"e toda essa merda educada que se diz quando o coração ficou inteiramente gelado."(c.f.a.)
sinto saudades do meu rei pernambucano. aparece, anjo barroco. tua ausência tem quebrado todos os ossos do meu coração.
"e toda essa merda educada que se diz quando o coração ficou inteiramente gelado."(c.f.a.)
sinto saudades do meu rei pernambucano. aparece, anjo barroco. tua ausência tem quebrado todos os ossos do meu coração.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
entrevista clarice l.
junio lemer: é mais difícil você se comunicar com o adulto ou com a criança?
clarice lispector: quando eu me comunico com criança, é fácil porque sou muito maternal. quando eu (me) comunico com adulto, na verdade estou me comunicando com o mais secreto de mim mesma. aí é dificil, né?
junio lemer: o adulto é sempre solitário?
clarice lispector: o adulto é triste e solitário, né?
junio lemer: e a criança?
clarice lispector: a criança... tem a fantasia... solta...
junior lemer: a partir de que ponto, de acordo com a escritora, oo ser humano vai se transformando em triste e solitário?
clarice lispector: (pausa longa) ... isso é segredo. (pausa longa) desculpa, eu não vou responder... a qualquer momento na vida, basta um... um choque um pouco inesperado... e isso acontece. mas eu não sou solitária não. tenho muito(s) amigos. e só tô triste hoje porquê eu tô cansada.
clarice lispector: quando eu me comunico com criança, é fácil porque sou muito maternal. quando eu (me) comunico com adulto, na verdade estou me comunicando com o mais secreto de mim mesma. aí é dificil, né?
junio lemer: o adulto é sempre solitário?
clarice lispector: o adulto é triste e solitário, né?
junio lemer: e a criança?
clarice lispector: a criança... tem a fantasia... solta...
junior lemer: a partir de que ponto, de acordo com a escritora, oo ser humano vai se transformando em triste e solitário?
clarice lispector: (pausa longa) ... isso é segredo. (pausa longa) desculpa, eu não vou responder... a qualquer momento na vida, basta um... um choque um pouco inesperado... e isso acontece. mas eu não sou solitária não. tenho muito(s) amigos. e só tô triste hoje porquê eu tô cansada.
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